Por um lado a razão dizia: "Espera!". Do outro a emoção gritava: "Fala, fala, fala!". Essencialmente ela é uma garota de emoções afloradas, dada ao extremo do empírico; dessa vez venceu o teórico.
Deixou-se controlar pela razão e ficou ali, olhando fixamente pro nome no msn. Nada, nem mesmo o ar, ousava se mexer. Chego a crer que o relógio estivera parado, estagnado, durante todo o tempo.
De um lado um seriado pausado, do outro o msn, por trás o firefox com suas várias abas.
Optou, languidamente, pelas abas; digitou corretamente o nome. Convenhamos, não era difícil.
Parou em uma das respostas e clicou. Sorriso, seguido de frustração, seguido de curiosidade. Clicou no link: achou!
Os olhos sugavam as palavras. Umas pouco usuais até aquele instante.
Um após outro, após outro, após outro, tudo era lido e impregnado.
Ela conhecia bem as fórmulas necessárias para conter aquele grito que estava por sair. Mas permitia que o fôlego do grito se aproximasse. Fez uma pausa. Não era hora para o grito, o momento tinha que ser melhor pesado. E ela odiava isso.
Cedeu ao necessário. Não calou o grito, apenas permitiu que ele fosse adiado. Ou que pelo menos saísse abafado.
Estava, enfim, diante de algo maior! Confuso, diferente, completamente estranho ao mundano e ao casual ao qual habituara-se.
Sim, ali tinha uma chama pronta para queimar. A teoria e a experiencia lhe permitiam saber que o poço era fundo. Recuou.
Medo?! Sentimento real, porém desconhecido em si. Não era dessas garotas que sentem medo, nunca fora.
Cautela?! Receio?!
"Certeza!" - Diria ela! Era plena em extremo. Tudo era certeza. Fora isso, não o medo, o que a fizera parar. Consciente de que continuaria, mergulharia como em desespero no grito que sufocava. Tingiria-se de todas as manchas que ali eram sinalizadas.
Mas não tinha pressa. Dessa vez não!
"E ainda escreve bem!" - Foi tudo o que conseguiu pensar antes de parar!
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