O cheiro vem, e não importa se não é na hora que eu quero, na que seria mais fácil lidar com ele, não importa se eu, racionalmente, não percebo mais o menor sentido na vinda dele: ele é em si; ele se transborda e inunda tudo que circunda...ele quase me afoga.
O cheiro é tão grande que vou diminuindo de tamanho...não posso com ele...É isso que me resta: ir ficando pequenina...restinho de mim...até que o cheiro passa 'ser' em mim tão completamente que esqueço que fui (sou?) pessoa...
isso arde...
[me incomoda a plenitude dele...acho que não aceito ser menos plena que um cheiro (logo eu que sou carne)...logo eu que...]
e aí tudo arde mais ainda...
Nenhum comentário:
Postar um comentário