Escolheu tomar banho. Era cedo ainda, não era necessário tomar banho tão cedo. Mas decidiu que lavaria o cabelo e passaria o creme demoradamente. Respeitaria os 20 minutos indicados na embalagem.
Não precisava, o cabelo nem estava seco. Mas faria mesmo assim.
Não conseguia definir a música para o banho. A vermelha, para lembrar da emoção do fim de semana? A cinza, para voltar àqueles braços? Amarela, para esquecer de tudo aquilo? Flicts, para se lembrar d'Ela?
Saiu do quarto, pegou um copo d'água, molhou os lábios e a garganta por uns instantes.
Lembrou-se que dia 14 estava próximo. Faltava pouco tempo e reencontraria o espelho.
Fechou a janela para silenciar o barulho dos vizinhos.
Ficou ali, nua, suada, decidindo que música ouvir durante o banho. Ligou o ventilador.
Não estava doente, mas sentia febre. O corpo quente, amolecido. Seria tudo aquilo obra da expectativa? O tempo sempre passava mais lento do que ela gostaria. Lembrava-se das frases de um livro que lera há tempos.
Ainda precisava terminar de assistir o episódio do dia anterior. Prometeu que faria isso de noite. Esquecer-se-ia de noite. Ninguém a veria, nem ela mesma.
Não podia esperar mais nada daquele momento. Não esperava nitidez. Era engraçado, ousado até, está com aquelas cinco histórias em suas mãos. Duas ela precisava abandonar. Seria abandonada por essas duas. Mas uma terceira ela queria. As outras duas permaneceriam, não havia como abrir mão.
Tinha receio do próximo passo, e sabia que esse receio era o grande problema. Decidiu que não daria o próximo passo. Não podia ser um passo dela. Tentava se convencer de que era necessário voltar os olhos para si. Mas ela sempre fora dos outros.
Lembrou-se da ligação de dois dias atrás. Iria retornar e convidar a amiga para sair, ocuparia o tempo com ela na tentativa de abafar a vontade, virar momentaneamente os olhos para outra direção. Podia fazer isso, mas sempre optava por não.
Perdeu-se em seus pensamentos tantas vezes naquela tarde, que o tempo passava e o banho era esquecido. O corpo suado e a sensação de frio não lhe permitiam simplesmente abandonar a cama. Ficou diante da tela, olhando seu próprio reflexo.
"Preciso ir pra academia" - pensava. Mas, logo em seguida, o pensamento corria para outro lado.
Tentou fixar a atenção em algo que estava prestes a acontecer. Faltavam oito dias. E aquilo a tranquilizava. Sabia que não precisava ficar em casa, fechada em seus devaneios. Sabia que se quisesse encontraria os amigos. Veria a cor vermelha, falaria com Flicts, ria com Rosa, ficaria indignada com Verde. Desenharia planos e objetivos junto com Beje. Mas só queria Cinza.
De forma brusca, adiou novamente todas as decisões a serem tomadas. Bastava-lhe o banho. Era suficiente o barulho da água. "Danem-se as músicas" - pensou novamente.
O que sentia, ela queria acreditar, era labirintite!
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Uma mescla, sem tamanho nem forma, de sentimentos!!
Por um lado a razão dizia: "Espera!". Do outro a emoção gritava: "Fala, fala, fala!". Essencialmente ela é uma garota de emoções afloradas, dada ao extremo do empírico; dessa vez venceu o teórico.
Deixou-se controlar pela razão e ficou ali, olhando fixamente pro nome no msn. Nada, nem mesmo o ar, ousava se mexer. Chego a crer que o relógio estivera parado, estagnado, durante todo o tempo.
De um lado um seriado pausado, do outro o msn, por trás o firefox com suas várias abas.
Optou, languidamente, pelas abas; digitou corretamente o nome. Convenhamos, não era difícil.
Parou em uma das respostas e clicou. Sorriso, seguido de frustração, seguido de curiosidade. Clicou no link: achou!
Os olhos sugavam as palavras. Umas pouco usuais até aquele instante.
Um após outro, após outro, após outro, tudo era lido e impregnado.
Ela conhecia bem as fórmulas necessárias para conter aquele grito que estava por sair. Mas permitia que o fôlego do grito se aproximasse. Fez uma pausa. Não era hora para o grito, o momento tinha que ser melhor pesado. E ela odiava isso.
Cedeu ao necessário. Não calou o grito, apenas permitiu que ele fosse adiado. Ou que pelo menos saísse abafado.
Estava, enfim, diante de algo maior! Confuso, diferente, completamente estranho ao mundano e ao casual ao qual habituara-se.
Sim, ali tinha uma chama pronta para queimar. A teoria e a experiencia lhe permitiam saber que o poço era fundo. Recuou.
Medo?! Sentimento real, porém desconhecido em si. Não era dessas garotas que sentem medo, nunca fora.
Cautela?! Receio?!
"Certeza!" - Diria ela! Era plena em extremo. Tudo era certeza. Fora isso, não o medo, o que a fizera parar. Consciente de que continuaria, mergulharia como em desespero no grito que sufocava. Tingiria-se de todas as manchas que ali eram sinalizadas.
Mas não tinha pressa. Dessa vez não!
"E ainda escreve bem!" - Foi tudo o que conseguiu pensar antes de parar!
Deixou-se controlar pela razão e ficou ali, olhando fixamente pro nome no msn. Nada, nem mesmo o ar, ousava se mexer. Chego a crer que o relógio estivera parado, estagnado, durante todo o tempo.
De um lado um seriado pausado, do outro o msn, por trás o firefox com suas várias abas.
Optou, languidamente, pelas abas; digitou corretamente o nome. Convenhamos, não era difícil.
Parou em uma das respostas e clicou. Sorriso, seguido de frustração, seguido de curiosidade. Clicou no link: achou!
Os olhos sugavam as palavras. Umas pouco usuais até aquele instante.
Um após outro, após outro, após outro, tudo era lido e impregnado.
Ela conhecia bem as fórmulas necessárias para conter aquele grito que estava por sair. Mas permitia que o fôlego do grito se aproximasse. Fez uma pausa. Não era hora para o grito, o momento tinha que ser melhor pesado. E ela odiava isso.
Cedeu ao necessário. Não calou o grito, apenas permitiu que ele fosse adiado. Ou que pelo menos saísse abafado.
Estava, enfim, diante de algo maior! Confuso, diferente, completamente estranho ao mundano e ao casual ao qual habituara-se.
Sim, ali tinha uma chama pronta para queimar. A teoria e a experiencia lhe permitiam saber que o poço era fundo. Recuou.
Medo?! Sentimento real, porém desconhecido em si. Não era dessas garotas que sentem medo, nunca fora.
Cautela?! Receio?!
"Certeza!" - Diria ela! Era plena em extremo. Tudo era certeza. Fora isso, não o medo, o que a fizera parar. Consciente de que continuaria, mergulharia como em desespero no grito que sufocava. Tingiria-se de todas as manchas que ali eram sinalizadas.
Mas não tinha pressa. Dessa vez não!
"E ainda escreve bem!" - Foi tudo o que conseguiu pensar antes de parar!
terça-feira, 1 de setembro de 2009
BASTA!!!!
Ela gritou alto em seus pensamentos. A outra pessoa continuava falando na sua frente sobre a vida dela, mas em paralelo ela gritava alto, BASTA!!!
Esperou o tempo necessário para abrir a porta, desejar uma boa semana, pegar as coisas, correr pra casa.
Almoçou e riu com as pessoas próximas, sentiu conforto. Abriu o notebook e começou a por em prática aquele basta. Fez três listas, a de jogar fora, a de guardar pra depois e a de manter. E foi colocando em prática, jogou fora os nomes que podia. Guardou pra depois os que conseguia, e manteve uma pequena quantidade, um grupo seleto.
Mais seleto ainda foi a quarta lista, a lista das pessoas a manter contato! Abriu outra aba, outro login, outra senha. Uma outra ela!
Dava pra zerar. Tinha cansado. Fez a busca por si mesma, achou-se, pronto! Já dava, seguiria dali. Depois de uma noite cheia de pesadelos, e sonhos malucos, resolveu como seguiria em frente e assim passou a ser.
O resto o tempo cuida quanto tiver que cuidar, por enquanto vai ficar assim! Quatro listas, quatro formas diferentes de lidar com putos do mundo.
Pensou que seria melhor ser excluida digital, e resolveu que seria assim a partir daquele momento.
BAS TA!!!
Esperou o tempo necessário para abrir a porta, desejar uma boa semana, pegar as coisas, correr pra casa.
Almoçou e riu com as pessoas próximas, sentiu conforto. Abriu o notebook e começou a por em prática aquele basta. Fez três listas, a de jogar fora, a de guardar pra depois e a de manter. E foi colocando em prática, jogou fora os nomes que podia. Guardou pra depois os que conseguia, e manteve uma pequena quantidade, um grupo seleto.
Mais seleto ainda foi a quarta lista, a lista das pessoas a manter contato! Abriu outra aba, outro login, outra senha. Uma outra ela!
Dava pra zerar. Tinha cansado. Fez a busca por si mesma, achou-se, pronto! Já dava, seguiria dali. Depois de uma noite cheia de pesadelos, e sonhos malucos, resolveu como seguiria em frente e assim passou a ser.
O resto o tempo cuida quanto tiver que cuidar, por enquanto vai ficar assim! Quatro listas, quatro formas diferentes de lidar com putos do mundo.
Pensou que seria melhor ser excluida digital, e resolveu que seria assim a partir daquele momento.
BAS TA!!!
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Consegui meu equilíbrio cortejando a insanidade ou De médico e louco todo mundo tem um pouco
Qual é a da loucura?
Sempre me pego pensativa quando entro em um consultório psiquiátrio, seja por razões pessoais - sim, por que eu, pobre mortal, já tive a doença do século - ou por questões profissionais, e me deparo com a frase: Não é louco quem quer, só é louco quem pode (ou algo do gênero, não lembro ao certo, veja que horas são).
Primeiro pela audácia/coragem de um profissional tão exteriotipado em colocar o próprio exteriópito à prova. Segundo por que é a mais pura e simples verdade.
Acontece que a loucura é algo fascinante. Não quero escrever um tratado para explicar o que seja loucura, então vamos pegar o conceito senso-comum de que a loucura é a falta de sanidade, ou melhor ainda que a loucura é qualquer coisa completamente diferente da normalidade. O resto você viaja sozinho, ou vai estudar sobre o assunto, que também é interessante.
Na faculdade tivemos, na minha época, quatro cadeiras para falarmos das psicopatologias (loucura), e ainda foi muito, mas muito, pouco. Fico incomodada por até hoje não ter lido O elogio à loucura de Rotterdam (estante virtual já!).
Acontece que momentos de loucuras são todos necessários para vida humana... pelo menos são necessários para mim. Não falo de atos impulsivos e, por isso, insanos. Mas de uma loucura cultivada, pensada. Aquilo que você sabe que não é normal, que não faz parte dos padrões, que as consequencias podem ser/serão ruins. Obviamente você deve pensar, uai, mas se você tem toda essa noção, então não é loucura. Ok, eu concordo, a minha loucura é aquela do querer. Eu não posso ser realmente louca, pelo menos por enquanto, então eu entro em momentos de loucura.
Vide a frase título do post, muitas vezes, são meus atos de loucura que me permitem uma identificação comigo mesma. Às vezes, eu tenho a necessidade de me tornar um pouco insana, para depois rir, e me sentir presente no mundo em que vivo.
Seja roubando os copos de tequila de uma boate, seja acordando seis horas da manhã para comprar chocolates e levá-los, mais tarde, de surpresa, para casa de uma pessoa que eu sei que vai gostar, mas não vai significar como deveria. Seja tendo ímpetos, só ímpetos, de sair de casa no meio da tarde pra andar sem rumo ou direção, sentindo o vento bater no rosto...
Enfim, loucuras extremamente singelas, normais até, mas que me qualificam como uma pessoa completamente diferente de você, por exemplo, que tem sim suas loucuras pessoais.
Dessa mesma forma, quando a vida tá um caos por si só - e aqui pausa, por que na verdade a vida não tá um caos, só tá seguindo em frente com seu fluxo, as minhas expectativas em relação a ela é que cruzaram a rua e seguiram um caminho completamente diferente - eu vou me des-estruturando na loucura para me estruturar novamente depois de um tempo.
Nem sempre faço coisas que me arrependo depois, acho que sou daquelas que me arrependo mais do que não fiz, apesar de me arrepender de algumas coisas feitas. Mas esses momentos de loucura, no máximo, me deixam com uma pequena ressaca moral, e normalmente vem muito mais pelos meus pensamentos acerca do julgamento alheio do que mesmo o julgamenteo alheio propriamente dito.
Fazer uma recolocação de si no mundo é difícil, e surtante por si só. Então, é preciso que você experimente, algumas pessoas o fazem de forma real, são levadas a se colocar em situações de experiencia 100%, e pouca elaboração em cima delas. Eu não, 95% é a pura elaboração de mim mesma que me faz louca, e apenas 5% são meus atos efetivos.
Covardia? Talvez, mas eu parto do princípio que a auto-elaboração é um comportamento, assim como a ação em si. E, diga-se de passagem, é um comportamento complexo, ou na verdade, uma classe de comportamentos, que tem uma teia complexa.
De qualquer forma, é o fato de eu me perder dentro da loucura, dentro desses rumos diversos da normalidade, que me deixa me recompor em uma pessoa normal e, relativamente, ajustada.
Cá comigo, tenho a certeza, ainda que não absoluta, que você aí que esbarrou com esse blog, também tem seus momentos de loucura, e no fundo vibra com cada um deles. Por que a loucura entorpece. Da mesma forma, ou até mais, que as dorgas lícitas ou não.
Talvez o maior problema dessa loucura, que não nos é dada, mas nos impomos em alguns momentos, seja o fato de ela ser viciante - será estranho que tudo aquilo que entorpece é passível de vício? Contudo, uma vez que essa loucura é forjada, não tenho medo do vício, por que ser louca é cansativo, os outros nos impões a normalidade, e ir contra os outros, é sempre muito difícil.
Chega uma hora que a loucura já te fez perceber quem você é, e os demais já te exigem juizo. Eis então o momento em que deixo a loucura de lado - não de bom grado, não sem saudade, não sem uma tristeza na hora do "até mais" - e me enclausuro na minha normalidade novamente, contudo, já deveras equilibrada.
Sempre me pego pensativa quando entro em um consultório psiquiátrio, seja por razões pessoais - sim, por que eu, pobre mortal, já tive a doença do século - ou por questões profissionais, e me deparo com a frase: Não é louco quem quer, só é louco quem pode (ou algo do gênero, não lembro ao certo, veja que horas são).
Primeiro pela audácia/coragem de um profissional tão exteriotipado em colocar o próprio exteriópito à prova. Segundo por que é a mais pura e simples verdade.
Acontece que a loucura é algo fascinante. Não quero escrever um tratado para explicar o que seja loucura, então vamos pegar o conceito senso-comum de que a loucura é a falta de sanidade, ou melhor ainda que a loucura é qualquer coisa completamente diferente da normalidade. O resto você viaja sozinho, ou vai estudar sobre o assunto, que também é interessante.
Na faculdade tivemos, na minha época, quatro cadeiras para falarmos das psicopatologias (loucura), e ainda foi muito, mas muito, pouco. Fico incomodada por até hoje não ter lido O elogio à loucura de Rotterdam (estante virtual já!).
Acontece que momentos de loucuras são todos necessários para vida humana... pelo menos são necessários para mim. Não falo de atos impulsivos e, por isso, insanos. Mas de uma loucura cultivada, pensada. Aquilo que você sabe que não é normal, que não faz parte dos padrões, que as consequencias podem ser/serão ruins. Obviamente você deve pensar, uai, mas se você tem toda essa noção, então não é loucura. Ok, eu concordo, a minha loucura é aquela do querer. Eu não posso ser realmente louca, pelo menos por enquanto, então eu entro em momentos de loucura.
Vide a frase título do post, muitas vezes, são meus atos de loucura que me permitem uma identificação comigo mesma. Às vezes, eu tenho a necessidade de me tornar um pouco insana, para depois rir, e me sentir presente no mundo em que vivo.
Seja roubando os copos de tequila de uma boate, seja acordando seis horas da manhã para comprar chocolates e levá-los, mais tarde, de surpresa, para casa de uma pessoa que eu sei que vai gostar, mas não vai significar como deveria. Seja tendo ímpetos, só ímpetos, de sair de casa no meio da tarde pra andar sem rumo ou direção, sentindo o vento bater no rosto...
Enfim, loucuras extremamente singelas, normais até, mas que me qualificam como uma pessoa completamente diferente de você, por exemplo, que tem sim suas loucuras pessoais.
Dessa mesma forma, quando a vida tá um caos por si só - e aqui pausa, por que na verdade a vida não tá um caos, só tá seguindo em frente com seu fluxo, as minhas expectativas em relação a ela é que cruzaram a rua e seguiram um caminho completamente diferente - eu vou me des-estruturando na loucura para me estruturar novamente depois de um tempo.
Nem sempre faço coisas que me arrependo depois, acho que sou daquelas que me arrependo mais do que não fiz, apesar de me arrepender de algumas coisas feitas. Mas esses momentos de loucura, no máximo, me deixam com uma pequena ressaca moral, e normalmente vem muito mais pelos meus pensamentos acerca do julgamento alheio do que mesmo o julgamenteo alheio propriamente dito.
Fazer uma recolocação de si no mundo é difícil, e surtante por si só. Então, é preciso que você experimente, algumas pessoas o fazem de forma real, são levadas a se colocar em situações de experiencia 100%, e pouca elaboração em cima delas. Eu não, 95% é a pura elaboração de mim mesma que me faz louca, e apenas 5% são meus atos efetivos.
Covardia? Talvez, mas eu parto do princípio que a auto-elaboração é um comportamento, assim como a ação em si. E, diga-se de passagem, é um comportamento complexo, ou na verdade, uma classe de comportamentos, que tem uma teia complexa.
De qualquer forma, é o fato de eu me perder dentro da loucura, dentro desses rumos diversos da normalidade, que me deixa me recompor em uma pessoa normal e, relativamente, ajustada.
Cá comigo, tenho a certeza, ainda que não absoluta, que você aí que esbarrou com esse blog, também tem seus momentos de loucura, e no fundo vibra com cada um deles. Por que a loucura entorpece. Da mesma forma, ou até mais, que as dorgas lícitas ou não.
Talvez o maior problema dessa loucura, que não nos é dada, mas nos impomos em alguns momentos, seja o fato de ela ser viciante - será estranho que tudo aquilo que entorpece é passível de vício? Contudo, uma vez que essa loucura é forjada, não tenho medo do vício, por que ser louca é cansativo, os outros nos impões a normalidade, e ir contra os outros, é sempre muito difícil.
Chega uma hora que a loucura já te fez perceber quem você é, e os demais já te exigem juizo. Eis então o momento em que deixo a loucura de lado - não de bom grado, não sem saudade, não sem uma tristeza na hora do "até mais" - e me enclausuro na minha normalidade novamente, contudo, já deveras equilibrada.
domingo, 23 de agosto de 2009
Par ou avulsa...
Não foi idéia minha ficar solteira de novo... isso não partiu de mim, eu simplesmente acatei, por perceber que ser dois, fazer parte de um par, ja não fazia mais sentindo, já não dava mais.
Hoje ser avulsa de novo é algo que não dói. Incomoda é verdade, por que a vida maravilhosa das farras é vazia, você chega em casa e a única coisa que tem para fazer é dormir.
Ninguém pra perguntar como você tá, ninguém que se importe realmente com você. Pior, ninguém que você realmente se importe.
Eu vou criando pequenas paixões para dar conta desse vazio, e claro, isso é apenas uma fantasia, o vazio continua ali e eu sei disso.
Etrei na vibe e tô curtindo, conhecendo gente nova, re-conhecendo gente antiga, tô saindo, entrando nas baladas, indo ao cinema, tô dançando, tô fervendo...
Tô pilhando de vez em quando, tô enchendo o saco dos panquequinhas da vida... tô enervando, tô brincando...
Tô inclusive me re descobrindo, vendo de novo quem é essa eu que anda pelo corpo.
Tudo isso é necessário sabe...
Apesar da vibe dos amores líquidos não ser a minha praia, por ser plena de vazio, eu tô deixando acontecer, tô aceitando a condição da sociedade.
Todo mundo sabe, todo mundo sente... ficar com duzentas pessoas diferentes é continuar sozinho... eu sinto isso o tempo todo, e talvez seja essa a minha diferença...
Mas tá bom sabe... tá bom assim. Poderia estar melhor. Poderia está fazendo sentido, poderia ser um par... mas assim como tá, tá delicinha também... mas vou vivendo...
Hoje ser avulsa de novo é algo que não dói. Incomoda é verdade, por que a vida maravilhosa das farras é vazia, você chega em casa e a única coisa que tem para fazer é dormir.
Ninguém pra perguntar como você tá, ninguém que se importe realmente com você. Pior, ninguém que você realmente se importe.
Eu vou criando pequenas paixões para dar conta desse vazio, e claro, isso é apenas uma fantasia, o vazio continua ali e eu sei disso.
Etrei na vibe e tô curtindo, conhecendo gente nova, re-conhecendo gente antiga, tô saindo, entrando nas baladas, indo ao cinema, tô dançando, tô fervendo...
Tô pilhando de vez em quando, tô enchendo o saco dos panquequinhas da vida... tô enervando, tô brincando...
Tô inclusive me re descobrindo, vendo de novo quem é essa eu que anda pelo corpo.
Tudo isso é necessário sabe...
Apesar da vibe dos amores líquidos não ser a minha praia, por ser plena de vazio, eu tô deixando acontecer, tô aceitando a condição da sociedade.
Todo mundo sabe, todo mundo sente... ficar com duzentas pessoas diferentes é continuar sozinho... eu sinto isso o tempo todo, e talvez seja essa a minha diferença...
Mas tá bom sabe... tá bom assim. Poderia estar melhor. Poderia está fazendo sentido, poderia ser um par... mas assim como tá, tá delicinha também... mas vou vivendo...
se n s a ç ões
gosto de sentir o 'sentir frio'... gosto qdo o vento bate gelado e sinto o arrepio se espalhar... reação em cadeia...
gosto de cheiro de terra molhada... qdo sinto esse cheiro meus sentidos se confundem e antecipam cheiro de estrume e de café fresco...
gosto de procurar maneiras diferentes de tocar... gosto de passar as pontas dos dedos em plantas, paredes, em água... se mudo a intensidade do toque e a 'extensão' de meu corpo que participa desse toque sinto essas mesmas coisas diferentes...gosto disso... às vezes fecho os olhos pra testar se fica mais diferente ainda...
gosto da sensação que experimento no exato momento que segue o expelir da fumaça do cigarro... mil sensações... explosão...
gosto de olhar coisas pela metade... vários mini olhares, olhares interrompidos, pra tentar compor um olhar... retratinhos... gosto das mil combinações de cores que são possíveis a partir das cores das coisas/pessoas, das luzes, e dos momentos...
gosto qdo uma música me arrepia, qdo me rouba o fôlego e qdo me põe em estado de graça... não consigo acompanhar os estágios que se processam qdo isso acontece e gosto de não conseguir... essa sensação sai pelos poros, pelos olhos, pelas estrelinhas que expiro... grande explosão...
gosto do gosto do vinho... amargo/azedo/doce/sangue?...
gosto do vigor que vem da canela e do gengibre... reação não-cadeia...
e gosto do alecrim... gosto-fantasia... ciranda.
nessas sensações percebo gostos que não são agora pra mim...
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
...sobre o que não é dado perceber ou 'do poder da perspectiva'
Percebi ontem com mais força que não sou 'mais'(?) 'moça do cabelo que desenha'...
Não consigo colocar taquinhos de 'mins' nas mãos e depois abrir as mãos pra deixar eles serem além de mim... não sei mais o que consigo nas relações...
Continuo acreditando, sabe? Tenho plena convicção de que o que me mantém viva é acreditar no amor e viver por ele (o amor)... mas parece que outras coisas me mudaram (e continuam me afetando) numa outra rotação, outra frequencia que não dou conta de acompanhar... e daí...
Daí já não sou plena para as pessoas... já não sou 'Bunita'... e, claro, principalmente com os homens!
Na verdade parece que tudo que consigo ser com eles é qlq coisa diferente dessa 'moça'...
Eu não queria isso, sabe? Mas entendo que seja um movimento 'natural'... só lamento.
Meu nome... me define? me compõe? de que maneira ele consegue isso agora?
sodade... sodade
...
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Hoje eu ganhei uma música...
Não, não, ninguém fez uma música pra mim, isso nunca aconteceu. Mas eu literalmente ganhei uma música.
Sei que nem é assim uma verdade, mas eu vou me enganar mesmo assim.
Por que eu disse que amava a música e ele me deu. Não pilhei com isso, não estou desesperadamente louca com esse ato... achando que vamos casar e viver felizes para sempre...
Mas foi carinho... senti carinho nesse ato.
E eu ando meio faltosa nesse sentido. Ando carinhando demais e sendo carinhada de menos. Ok, "ela" vai dizer que isso é eu padrão, e é mesmo.
Mas "ela" também vai dizer que eu deveria curtir esse momento - sem pilhar, eu sei.
Foi meiguinho, mimimi, ver chegar a música e descobrir que era ela, no meio de outras várias, ela chegou...
Ouvi há muito tempo essa música sendo cantada num programa de televisão em um momento quando a cantora (intérprete) cantou através de uma web cam.
Não era novidade nenhuma pra mim, por que eu já conhecia a música, já conhecia outras pessoas cantando essa música, mas ficou lindo pela webcam, até pelos defeitos.
Algumas coisas com defeitos são lindas! ;)
Estranho isso, né? Você também concorda? Algumas coisas podem ser perfeitas mesmo com muitos defeitos. Coisas que poderiam até ser tidas como feias, mas que na verdade são bonitas. Pessoas que poderiam ser "erradas" mas, na verdade, são plenas de si...
O mesmo acontece com algumas músicas. Chico Buarque que o diga...
E ele me deu aquela música, com aquela mesma interprete da webcam... e a música tá linda.
E sendo uma ilusão minha ou não, eu vou curtir o carinho que veio junto com ela. Ela provavelmente vai se colorir um pouco com as tintas dele, mas existe uma possibilidade de ela também se colorir com as minhas tintas...
E por isso eu vou ouvir a música!!!
Sei que nem é assim uma verdade, mas eu vou me enganar mesmo assim.
Por que eu disse que amava a música e ele me deu. Não pilhei com isso, não estou desesperadamente louca com esse ato... achando que vamos casar e viver felizes para sempre...
Mas foi carinho... senti carinho nesse ato.
E eu ando meio faltosa nesse sentido. Ando carinhando demais e sendo carinhada de menos. Ok, "ela" vai dizer que isso é eu padrão, e é mesmo.
Mas "ela" também vai dizer que eu deveria curtir esse momento - sem pilhar, eu sei.
Foi meiguinho, mimimi, ver chegar a música e descobrir que era ela, no meio de outras várias, ela chegou...
Ouvi há muito tempo essa música sendo cantada num programa de televisão em um momento quando a cantora (intérprete) cantou através de uma web cam.
Não era novidade nenhuma pra mim, por que eu já conhecia a música, já conhecia outras pessoas cantando essa música, mas ficou lindo pela webcam, até pelos defeitos.
Algumas coisas com defeitos são lindas! ;)
Estranho isso, né? Você também concorda? Algumas coisas podem ser perfeitas mesmo com muitos defeitos. Coisas que poderiam até ser tidas como feias, mas que na verdade são bonitas. Pessoas que poderiam ser "erradas" mas, na verdade, são plenas de si...
O mesmo acontece com algumas músicas. Chico Buarque que o diga...
E ele me deu aquela música, com aquela mesma interprete da webcam... e a música tá linda.
E sendo uma ilusão minha ou não, eu vou curtir o carinho que veio junto com ela. Ela provavelmente vai se colorir um pouco com as tintas dele, mas existe uma possibilidade de ela também se colorir com as minhas tintas...
E por isso eu vou ouvir a música!!!
terça-feira, 18 de agosto de 2009
desistiu...
Ela ficou ali sentada, sentindo o chão frio e úmido...
Olhando desatentamente para os azulejos, caminhando o olhar pelas formas angulosas desenhadas neles.
Por todas as suas células passeavam um sentimento misto de tristeza, medo e derrota.
Por mais que achasse necessário, as lágrimas se recusaram a cair, se quer os olhos umideceram, o chão talvez já estivesse úmido o suficiente.
O barulho do vento sacudindo as portas antigas do box, o celular no colo ligado em alguma rádio trazendo músicas antigas.
O cachorro latia longe...
Abraçou lentamente as pernas, sentiu um quase aconchego com esse ato.
Cansou-se do mundo por alguns instantes.
Lembrou das últimas interações e sentiu-se suja, embora não houvesse razão para isso. Sentiu-se maculada por suas palavras e atos.
Aquela não era ela, há muito tempo havia se perdido de si mesma, e alí, vendo o rastro que a água fizera ao escorrer pela torneira, percebeu que passava da hora de resgatar sua antiga pessoa, porém não sabia como, não conseguia lembrar de quem fora, ou se essa antiga pessoa lhe agradava.
Concluiu que não acharia as respostas.
Levantou languidamente, como se arrastando pelos azuleijos atrás de si, e andou pelo banheiro, olhou-se no espelho e quase se reconheceu...
Retomou a posição original para trazer o sentimeto novamente, observou as unhas dos pés sem esmalte, contrastando com as unhas vermelhas nas mãos, os pés levemente inchados do dia de trabalho... a moldura dos óculos permitiam que se perdesse num mundo sem formas. A Miopia que lhe servia de companheira desde a infância era algo seu e isso ela não perdera, pelo menos isso permanecia igual.
Uma expressão vazia passeou por seu rosto, caiu lentamente nas sensações físicas, sentiu o cansaso de tantos momentos de luta consigo, contra a sociedade... desistiu de tudo, abriu mão, entregou-se ao ímpeto...
Olhando desatentamente para os azulejos, caminhando o olhar pelas formas angulosas desenhadas neles.
Por todas as suas células passeavam um sentimento misto de tristeza, medo e derrota.
Por mais que achasse necessário, as lágrimas se recusaram a cair, se quer os olhos umideceram, o chão talvez já estivesse úmido o suficiente.
O barulho do vento sacudindo as portas antigas do box, o celular no colo ligado em alguma rádio trazendo músicas antigas.
O cachorro latia longe...
Abraçou lentamente as pernas, sentiu um quase aconchego com esse ato.
Cansou-se do mundo por alguns instantes.
Lembrou das últimas interações e sentiu-se suja, embora não houvesse razão para isso. Sentiu-se maculada por suas palavras e atos.
Aquela não era ela, há muito tempo havia se perdido de si mesma, e alí, vendo o rastro que a água fizera ao escorrer pela torneira, percebeu que passava da hora de resgatar sua antiga pessoa, porém não sabia como, não conseguia lembrar de quem fora, ou se essa antiga pessoa lhe agradava.
Concluiu que não acharia as respostas.
Levantou languidamente, como se arrastando pelos azuleijos atrás de si, e andou pelo banheiro, olhou-se no espelho e quase se reconheceu...
Retomou a posição original para trazer o sentimeto novamente, observou as unhas dos pés sem esmalte, contrastando com as unhas vermelhas nas mãos, os pés levemente inchados do dia de trabalho... a moldura dos óculos permitiam que se perdesse num mundo sem formas. A Miopia que lhe servia de companheira desde a infância era algo seu e isso ela não perdera, pelo menos isso permanecia igual.
Uma expressão vazia passeou por seu rosto, caiu lentamente nas sensações físicas, sentiu o cansaso de tantos momentos de luta consigo, contra a sociedade... desistiu de tudo, abriu mão, entregou-se ao ímpeto...
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
"Eu preciso de alguém que me faça calar a boca, alguém que me obrigue a escutar... alguém que me domine... preciso de ajuda"
Essa frase é a frase. É simplesmente a frase que me define... é simplesmente a frase mágica.
Eu não encontro esse alguém, ou pelo menos a versão masculina desse alguém. Eu crio essas pessoas, crio na minha cabeça, eu fantasio com elas. Eu faço de conta que aquela pessoa fará isso.
O filme da qual tirei essa frase é Nome Próprio, com Leandra Leal. O filme é ótimo, mas uma hora cansa. Contudo, eu parei no filme! Voltei pra minha adolescencia e pra minha segunda adolescencia. Entrei numa "vibe" com a "Camila".
Tô meio sem condições de falar, preciso digerir o filme, preciso digreir aquela personagem completamente louca, completamente paralela a mim.
O filme não é metade do que eu pensava, mas ele consegue ir além, por que de alguma forma é de mim que ele fala. De alguma forma é da minha ansiedade, da minha angústa, da minha busca, da minha insegurança que ele fala.
Preciso de um tempo... um tempo pra engolir a pedra!
Eu não encontro esse alguém, ou pelo menos a versão masculina desse alguém. Eu crio essas pessoas, crio na minha cabeça, eu fantasio com elas. Eu faço de conta que aquela pessoa fará isso.
O filme da qual tirei essa frase é Nome Próprio, com Leandra Leal. O filme é ótimo, mas uma hora cansa. Contudo, eu parei no filme! Voltei pra minha adolescencia e pra minha segunda adolescencia. Entrei numa "vibe" com a "Camila".
Tô meio sem condições de falar, preciso digerir o filme, preciso digreir aquela personagem completamente louca, completamente paralela a mim.
O filme não é metade do que eu pensava, mas ele consegue ir além, por que de alguma forma é de mim que ele fala. De alguma forma é da minha ansiedade, da minha angústa, da minha busca, da minha insegurança que ele fala.
Preciso de um tempo... um tempo pra engolir a pedra!
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Insolito!!!
Falando em coisas insólitas... não lembro com quem tava falando sobre isso... mas hoje tive uma experiencia super insólita e divertidissíma...
Amanhã saio em algum blog gringo provando que putas brasileiras tb malham - óbvio, meu caro, que essa não é minha profissão, por isso me poupe!
Saindo da academia, podre de suor, cantando com o fone de ouvido me deixando pra lá de surda, eis que para em plena abolição um carro com 4 gringos - pegáveis diga-se de passagem - que simplesmente ficaram tirando fotos da pessoa que aqui vos fala. Siiiiim... foto! Falaram simpaticamente alguns palavrões - ou qualquer coisa que o valha, já que nao era inglÊs, nem francÊs, nem espanol, uma vez que não reconheci a lingua - e diante do fato de não poder correr atrás do carro e quebrar a máquina... foi o jeito ser simpática né?
Sorrisinho, sinal de ok e tchau!
Hããããn????
Amanhã saio em algum blog gringo provando que putas brasileiras tb malham - óbvio, meu caro, que essa não é minha profissão, por isso me poupe!
Saindo da academia, podre de suor, cantando com o fone de ouvido me deixando pra lá de surda, eis que para em plena abolição um carro com 4 gringos - pegáveis diga-se de passagem - que simplesmente ficaram tirando fotos da pessoa que aqui vos fala. Siiiiim... foto! Falaram simpaticamente alguns palavrões - ou qualquer coisa que o valha, já que nao era inglÊs, nem francÊs, nem espanol, uma vez que não reconheci a lingua - e diante do fato de não poder correr atrás do carro e quebrar a máquina... foi o jeito ser simpática né?
Sorrisinho, sinal de ok e tchau!
Hããããn????
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Fobia de dentista
Tenho ganas imensas de esganar vagarosamente a minha dentista. Tenho um desejo deseperador de passar com um carro por cima dela. Não importa o quão eu vou me sentir melhor depois. Morte aos aparelhos ortodônticos.
Dói, mas dói tanto que me sinto lesada, sem forças para fazer nada, nem na minha cólica mais forte eu senti algo assim.
A dor é tão avassaladora que consegue me fazer esquecer o e-mail que mandei ontem e que não teve resposta. Me faz esqucer que existe um vácuo imenso entre meu querer e minhas possibilidades.
Me faz querer cantar o rock mais alto e deixar passar as mpbs que estavam na minha playlist hoje pela manhã.
Desejo ardentemente arrancar cada bolotinha dessa dos meus dentes, me recolher à minha beleza insignificante, retrair-me ao meu dadaismo estético e nunca mais sair desses lugares.
Agora eu entendo as criancinhas que sofrem com fobia de dentista. Quem tem que passar por isso merece uma medalha, contudo, não tem medalha nenhuma pra mim.
Só um e-mail vazio, um celular calado e um vazio, que estão sendo mascarados pela única coisa que importa no mundo: Minha Boca!
Dói, mas dói tanto que me sinto lesada, sem forças para fazer nada, nem na minha cólica mais forte eu senti algo assim.
A dor é tão avassaladora que consegue me fazer esquecer o e-mail que mandei ontem e que não teve resposta. Me faz esqucer que existe um vácuo imenso entre meu querer e minhas possibilidades.
Me faz querer cantar o rock mais alto e deixar passar as mpbs que estavam na minha playlist hoje pela manhã.
Desejo ardentemente arrancar cada bolotinha dessa dos meus dentes, me recolher à minha beleza insignificante, retrair-me ao meu dadaismo estético e nunca mais sair desses lugares.
Agora eu entendo as criancinhas que sofrem com fobia de dentista. Quem tem que passar por isso merece uma medalha, contudo, não tem medalha nenhuma pra mim.
Só um e-mail vazio, um celular calado e um vazio, que estão sendo mascarados pela única coisa que importa no mundo: Minha Boca!
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Um pra frente e dois pra trás
Tenho chegado uma conclusão insólita pra mim. Às vezes, para seguir em frente eu tenho que andar pra trás.
Tô fazendo as pazes com muita coisa do meu remoto passado, algumas pessoas, alguns reencontros musicais, algumas decepções que fechei os olhos há muito tempo...
E isso, ao invés de me deixar pesada - e eu imaginei mesmo que me deixaria - tem me deixado mais e mais e mais leve.
É aos poucos, é com sutileza, com delicadeza, mas de grama em grama eu sinto a leveza chegando.
Como tudo que se arranca de um corpo, esses gramas doem algumas vezes, e eu sinto uma necessidade imensa de me esconder debaixo da minha cama e ficar por lá durante algumas semanas sentindo o cheiro da poeira coçando o nariz. Claro que não faço isso - dããã. Mas tenho deixado os poros respirarem. Mesmo quando eu acho que isso não tá acontecendo, eu me deparo com o fato de tá sim.
Hoje acordei relativamente tarde, 8:30, e quando fui tomar banho, tive a mesma sensação de ontem a noite quando fui tomar banho. De que estava em casa! Siiiiim, de que estava em casa!!!!
De que ontem era domingo e que hoje eu ia pra faculdade!
COMO ASSIM BIAL!? Bom, na época que essa era minha casa eu fazia faculdade, certo? Então acredito que nada mais natural do que eu ter essa sensação. Só precisa reorganizá-la pra ao invés de ir pra faculdade ir trabalhar.
Mas a sensação insólita de pertencer tem voltado! E isso é quase bom!
Então vamos no xaxado, dois pra frente um pra trás, dois pra trás e um pra frente... pode ser que não chegue em canto nenhum, mas pelo menos tem movimento!
;)
Tô fazendo as pazes com muita coisa do meu remoto passado, algumas pessoas, alguns reencontros musicais, algumas decepções que fechei os olhos há muito tempo...
E isso, ao invés de me deixar pesada - e eu imaginei mesmo que me deixaria - tem me deixado mais e mais e mais leve.
É aos poucos, é com sutileza, com delicadeza, mas de grama em grama eu sinto a leveza chegando.
Como tudo que se arranca de um corpo, esses gramas doem algumas vezes, e eu sinto uma necessidade imensa de me esconder debaixo da minha cama e ficar por lá durante algumas semanas sentindo o cheiro da poeira coçando o nariz. Claro que não faço isso - dããã. Mas tenho deixado os poros respirarem. Mesmo quando eu acho que isso não tá acontecendo, eu me deparo com o fato de tá sim.
Hoje acordei relativamente tarde, 8:30, e quando fui tomar banho, tive a mesma sensação de ontem a noite quando fui tomar banho. De que estava em casa! Siiiiim, de que estava em casa!!!!
De que ontem era domingo e que hoje eu ia pra faculdade!
COMO ASSIM BIAL!? Bom, na época que essa era minha casa eu fazia faculdade, certo? Então acredito que nada mais natural do que eu ter essa sensação. Só precisa reorganizá-la pra ao invés de ir pra faculdade ir trabalhar.
Mas a sensação insólita de pertencer tem voltado! E isso é quase bom!
Então vamos no xaxado, dois pra frente um pra trás, dois pra trás e um pra frente... pode ser que não chegue em canto nenhum, mas pelo menos tem movimento!
;)
domingo, 2 de agosto de 2009
o cheiro do guardado
Não tem hora certa pra acontecer, apenas vem...
O cheiro vem, e não importa se não é na hora que eu quero, na que seria mais fácil lidar com ele, não importa se eu, racionalmente, não percebo mais o menor sentido na vinda dele: ele é em si; ele se transborda e inunda tudo que circunda...ele quase me afoga.
O cheiro é tão grande que vou diminuindo de tamanho...não posso com ele...É isso que me resta: ir ficando pequenina...restinho de mim...até que o cheiro passa 'ser' em mim tão completamente que esqueço que fui (sou?) pessoa...
isso arde...
[me incomoda a plenitude dele...acho que não aceito ser menos plena que um cheiro (logo eu que sou carne)...logo eu que...]
e aí tudo arde mais ainda...
sábado, 1 de agosto de 2009
"Por que eu me apaixono por toda mulher que me dirige um pouco de atenção?"
Então né?
Já que a gente tá aqui abrindo espaço nesse trocinho... e hajam trocinhos pra eu abrir espaço... vamo à bagaça!
Tenho dois post pré-pensados, tenho medo de começar com o da perereca... aquele que diz: "O caba tem medo de se apaixonar pela minha perereca.... ela é segura de si".
Então vamos pra o outro né? O melosinho!
Leia a frase do título e vamos começar!
Tudo se passa pelo fato de que nós (sim meus caros, eu e ela), temos essa leve doença de Joel (favor mudar mulher para homem, pq até agora ainda nos vemos hetero!). Um miligrama de atenção, um rostinho bonito, sorrido simpático, e um charminho (que muda de uma para outra) e BUM... lá vem aquela dona moça perturbar nossos dias, encher nossos msns de conversas infindáveis, horas de desespero diante do celular (TOCA TOCA TOCA)...
Afinal estar apaixonada é demais... é flutuante, e (des)ocupa o tempo!
Sempre que você tiver com uma prova pra estudar, um trabalho imenso pra entregar, um doutorado pra passar... siga nossa dica, apaixone-se, jogue-se de cabeça, afunde-se num amor platônico ou impossível (porque o charme mora aih!) e então.... se lasque!
É isso um dia mais inspirada eu resgato esse post e aprofundo... ele é só pra deixar claro o climinha do blog!
;)
Já que a gente tá aqui abrindo espaço nesse trocinho... e hajam trocinhos pra eu abrir espaço... vamo à bagaça!
Tenho dois post pré-pensados, tenho medo de começar com o da perereca... aquele que diz: "O caba tem medo de se apaixonar pela minha perereca.... ela é segura de si".
Então vamos pra o outro né? O melosinho!
Leia a frase do título e vamos começar!
Tudo se passa pelo fato de que nós (sim meus caros, eu e ela), temos essa leve doença de Joel (favor mudar mulher para homem, pq até agora ainda nos vemos hetero!). Um miligrama de atenção, um rostinho bonito, sorrido simpático, e um charminho (que muda de uma para outra) e BUM... lá vem aquela dona moça perturbar nossos dias, encher nossos msns de conversas infindáveis, horas de desespero diante do celular (TOCA TOCA TOCA)...
Afinal estar apaixonada é demais... é flutuante, e (des)ocupa o tempo!
Sempre que você tiver com uma prova pra estudar, um trabalho imenso pra entregar, um doutorado pra passar... siga nossa dica, apaixone-se, jogue-se de cabeça, afunde-se num amor platônico ou impossível (porque o charme mora aih!) e então.... se lasque!
É isso um dia mais inspirada eu resgato esse post e aprofundo... ele é só pra deixar claro o climinha do blog!
;)
pra localizar...
Acabei de pensar que isso aqui vai funcionar como um painel pra eu ver tacos de mim mesma... dai me ocorreu colocar esse texto que segue...ele representa um momento que sempre vai 'ser sendo' pra mim; momento pelo qual tenho que aprender a transitar... ele tá em 2008, em algum lugar entre setembro e outubro...
Eu sou (também) mais ou menos isso que salta daí:
Eu tô ansiosa...
Não com a viagem, mas com o rumo que as coisas vão tomar....com as coisas que vão acontecer na semana do dia 03 de outubro e, principalmente, com a maneira com que vou lidar o que acontecer....
Essas coisas na verdade são duas: o resultado do doutorado e uma conversa com uma pessoa que chega a Brasília...
Por mais que intuitivamente eu saiba que não deu, ver que não deu (e constatar isso a partir da ausência de meu nome na lista de aprovados na primeira fase) vai ter um impacto...eu não sei como vou reagir... mas acho que vai doer...
...
[eu e as dores... dor é uma coisa que me acompanha desde criança;....sempre me foram diletas... não as minhas dores apenas - não é que eu seja uma pessoa que sempre sentiu muitas dores - mas eu sempre prestei muita atenção a dores...eu entro nas dores com muita facilidade... nas minhas e nas dos outros.]
....
....
....
Quanto à tal conversa....na verdade é a conversa e o 'ver', o encontrar mais uma vez.... estou esperando por isso há mais de 40 dias... e o que levo pra essa conversa é um tudo acumulado ao longo de 4 meses....meses de coisas bonitas mas nem por isso menos lascinantes.......
sabe eu penso na conversa e eu consigo antecipar o que vou ouvir....não queria ouvir isso....mas por mais que não queira sei que preciso ouvir, que vai me ajudar e que se eu evitar a conversa o ciclo não fecha.......eu queria que pudesse ser do jeito que eu queria......mas não pode pq a vida sempre ultrapassa a gente..."it overtakes us".....
Estou há 2 horas nesse computador olhando fotos, relendo e-mails e ouvindo músicas ..... sorvendo pela enésima vez td o q essas coisas me proporcionaram e lamentando nao poder ser mais do que foram....nem ser mais de um mais.....sinto uma saudade dele...penso em mandar um e-mail ou uma msg, mas não é mais hora.....parece que não é mais hora de nada, a não ser de uma conversa acontecer.....fico triste por isso... e ao mesmo tempo sinto uma estranha satisfação por estar aprendendo isso: aprendendo sobre os tempoos e sobre maneiras de gostar de alguém....os tempos das pessoas, os meus, os dos sentimentos, os das relações....e as maneiras de querer bem......
......
Faço um mate e adoço com mel como ele gosta....sinto mais falta dele....e aí choro....
......
Me pergunto pq estou escrevendo essas coisas num e-mail que não vou mandar pra ninguém.....talvez seja pq eu cansei de escrever elas em cartas pra ninguém (as cartas q costumo escrever com o objetivo de não enviar)..... não sei... talvez no fundo eu só seja uma pessoa só e que tem dificuldade de se manter uma comunicação mais duradoura com qualquer pessoa...talvez eu seja só e superficial...e evasiva.
descabaçando...
Pois bem....
Pra começar, digo que esse blog é de duas cearenses que resolveram romper desde cedo com ‘as coisas do ceará’ e com o ‘jeito’ de ser ‘menina’ no ceará...
e que continuaram rompendo com lugares, jeitos, pessoas, movimentos, e consigo mesmo, ao longo dos anos que seguiram a fase de ouvir desesperadamente pink floyd, nirvana, stratovarius, doors, cure ( e por aí vai)...
A gente é meio perdida, mas vale a pena...:)
Assinar:
Comentários (Atom)
